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O interesse fixa a aprendizagem

Esses dias estava sentada em minha cama, com um bom e quentinho cobertor que cobria minhas pernas num típico dia de frio anunciante da proximidade do inverno, no Sul do país. Acompanhava-me um livro, excelente, por sinal, sobre desenvolvimento humano. Apenas nesse dia me dei conta de que eu gosto de estudar.

Não fui uma aluna CDF… Não fui mesmo! Na verdade, nunca fui muito interessada pelas aulas na escola e nem fazia as tarefas de casa tão bem quanto um bom aluno faria. Não sei se isso era algum tipo de rebeldia ou desinteresse mesmo. O fato é que cresci divulgando uma variação de rótulo que eu mesma me impunha: não gosto de estudar. Na faculdade, não era muito diferente. Gostava da parte prática e de elaborar projetos, mas estudar aqueles vários polígrafos para fazer resenhas… Não era comigo.

Mas para a minha própria surpresa… Eu, que já estou na casa dos trinta, me percebi estudando e gostando de estudar. O curioso é que não estou na faculdade nem fazendo algum curso. Estou lendo. Lendo com toda a minha atenção e interesse. Lendo com uma curiosidade que não sabia que eu possuía. Lendo com um desejo absurdo de aprender mais e mais. Lendo a ponto de estudar.

Confirmo, aqui, que o interesse fixa a aprendizagem.

Estou aprendendo tão rápido e de uma maneira tão fácil quanto nunca aprendi. Não faz muito tempo que eu estudo o que realmente gosto. E esse é um segredo do aprendizado. Você estudar aquilo que gosta. Eu posso dizer a você, segundo leituras sobre o assunto e segundo minha própria experiência, que estudar o que se gosta é completamente diferente.

O estudo deixa de ser um trabalho ou obrigação. Estudar o que se gosta é um hobby, uma diversão. Nesse momento da minha vida, é um dos meus programas prediletos. Eu descanso enquanto meus pensamentos trabalham energicamente.

E você? Sabe o que gosta de estudar?

Se você está pensando que estudar é para criança, para a escola, no máximo para a faculdade… Bem, minha opinião é exatamente o contrário disso. É claro que esses contextos são recheados de ensinamentos e aprendizagens. Mas geralmente quando encerram esses ciclos, é quando temos maturidade e clareza para reconhecermos o que nos dá prazer, onde nos realizamos. Que área da vida nos desperta o prazer. Sobre o que somos curiosos. O que temos facilidade ou vontade em aprender.

Você pode ter 20 ou 60 anos. Isso não faz a menor diferença. Poder, na fase adulta, permitir-se estudar aquilo que se gosta torna-se um prazer sem tamanho.

Talvez você tenha sido obrigado a vida toda a estudar sobre algo que não vai além do seu dever. Então, experimente unir o seu estudo aos seus pontos fortes, às suas preferências, àquilo que desperta o seu interesse. Você poderá descobrir, assim como eu, ou então lembrar-se do quanto é maravilhoso continuar aprendendo. E dessa vez, de uma maneira mais leve e agradável.

Você investe em seu desenvolvimento pessoal quando busca saber sobre aquilo que desperta interesse em você.

E então… Já descobriu o que irá aprender? Lembre-se: o seu interesse fixa a sua aprendizagem.

Um beijo, fiquem com Deus!

Nanda Fernandes

Publicado em:Uncategorized

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